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September 3rd, 2008 — pt-br, web
Dois lançamentos recentes estão deixando o povo que ‘mexe com web’ agitado: o Mozilla Ubiquity e o Google Chrome.
Ubiquity
O Ubiquity é um ‘Quicksilver-do-Firefox’, uma ferramenta que permite que usuários manipulem diversas ferramentas web usando uma interface de texto simples. Por exemplo, clicando Ctrl+Space (para abrir a interface de comando) e digitando ‘map criciuma,brazil’ verá um google map mostrando a cidade onde eu moro. Essa é uma *excelente* ferramenta para agilizar o uso de diversas ferramentas da web - além do google maps do exemplo acima, na versão 0.1 do Ubiquity já existem comandos para fazer buscas na Amazon, no Flickr, definir termos, fazer cálculos e fazer muitas outras coisas.

Uma das coisas que eu mais achei interessante é a facilidade de manipular conteúdo; você pode, por exemplo, selecionar um texto qualquer em uma página, abrir o ubiquity e digitar ‘email this to fulano’ - isso irá abrir uma tela do gmail já com um email parcialmente preenchido para o ‘fulano’ (que deve estar nos seus contatos).
Chrome
O Chrome é o novo browser do google. É um browser que usa o engine Webkit para renderizar as páginas e um novo engine javascript (o v8), bem mais rápido que o dos browsers atuais. O Chrome foi pensado na web atual, não na web de tempos atrás: a web atual é uma plataforma de aplicações. GMail, GDocs, Basecamp, Twitter, Github, GReader, GCalendar, Facebook… parando pra pensar, eu praticamente não entro mais em ’sites’ - mesmo os blogs que leio são sempre via RSS.

O Chrome foi desenhado pensando nessa ‘nova web’: entre outras coisas, cada aba é um processo. Isso faz com que esse navegador seja mais seguro (uma aba não consegue acessar os dados das outras), mais rápido (uma aba lenta não afeta as outras) e trave menos (se uma aba travar, é só ela que vai travar). A interface é minimalista: a idéia é que o navegador seja ‘invisível’, que o usuário só preste atenção no conteúdo que está acessando.
“Mas como assim p*rra? O Google e a Mozilla não tinham um ‘caso’?”
Pois é. Como bem disse o Sidnei, o Chrome tem tudo pra ‘roubar’ usuários do Firefox. De qualquer forma, a bagaça é open source - se a Mozilla quiser pode ‘deitar e rolar’ com o código do Chrome - inclusive pode aproveitar e começar a usar a engine javascript do novo browser, que é bem mais rápida que a do Firefox.
Qro nstala n Linx comofas/
Perdeu, preibói. Por enquanto o Ubiquity só roda em Windows e Mac OS X, enquanto o Chrome só em Windows.
E vejam que beleza: migrei do OS X de volta pra Linux há menos de uma semana. O jeito é usar o VirtualBox.
*sigh*
August 30th, 2008 — git, pt-br, python
Nos últimos dias venho trabalhando em uma app Django e, como sou iniciante no uso desse framework, todos os dias aprendo algum feature novo para melhorar meu código (como generic views, por exemplo). Para testar esses features o ideal é criar um branch, usar os features no código e, se valer a pena, fazer o merge. O problema: usamos svn na empresa, e fazer branches no svn é bem chatinho (principalmente se comparado ao git). Para resolver isso estou usando o git-svn.
Segue abaixo meu fluxo de trabalho no git-svn:
Link do Gist, para quem não consegue ver no feed.
Enfim, esse é um post pra que eu mesmo não esqueça como fazer isso. Alguns links e tutoriais interessantes sobre o git e o git-svn estão no meu del.icio.us: http://delicious.com/dirceu/git.
August 10th, 2008 — pt-br, python
A PyConBrasil III reúne usuários e interessados na linguagem Python para alguns dias de palestras, treinamentos e confraternização. Este é um evento itinerante - já esteve em Campinas, Brasília e esse ano foi em Joinville / SC (poucas horas aqui de casa), nos dias 30 e 31 de agosto e 1o de setembro.
Um dia antes do começo do evento, dia 29/30, tivemos uma assembléia da Associação Python Brasil destinada à eleição da nova diretoria e de partes do conselho fiscal e do conselho deliberativo. Infelizmente, por causa do mau tempo e consequente fechamento dos aeroportos de Joinville e Curitiba, relativamente poucas pessoas estiveram presentes. Aliás, fui eleito por unanimida… OK, OK, por W.O., não tinha concorrência, para membro do conselho fiscal. Me disponibilizei como voluntário e espero poder ajudar no que for possível.
No primeiro dia do evento tivemos algumas palestras do pessoal da “firma”, inclusive uma palestra minha sobre Grok. Foi a primeira palestra que apresentei na vida, portanto está cheia das gafes comuns aos iniciantes, como vários “aaannnn…”, “bom, ” e corpo “travado”. Apesar dos pesares, fui bastante elogiado pelo conteúdo da palestra.
Detalhe importante: várias pessoas vieram falar comigo dizendo coisas como “CARACA, QUE CAMISETA HORRÍVEL!” ou “Ai meu filho, por quê você não usou uma daquelas camisetas pretas bonitas do evento?” (minha mãe, obviamente). Duas coisas:
- A camiseta não é *TÃO* feia assim, mas admito que a cor é meio berrante / bizarra demais. Poderia ser um laranja mais fraco, ou mesmo preto. Ah vá! Ela é bem legal :-);
- É uma camiseta do Grok, justamente o assunto da minha palestra. Eu fiquei feliz em fazer uma certa “propaganda”.
No mesmo dia tive a honra de poder ajudar o Luciano Ramalho na apresentação de um treinamento sobre Grok. No começo tivemos alguns problemas técnicos que foram muito chatos, como um proxy maluco (como todo proxy de universidade), instalação do python estranha e problemas no easy_install. Apesar disso conseguimos fazer um “workaround” (nome chique para “gambiarra”) com a ajuda do Rudá Porto para a coisa toda funcionar, depois foi bem divertido.
Menção honrosa à minha total inabilidade como inglês falado: meu inglês para leitura e escrita (e até para “audio”) é muito bom, não tenho problemas. Entretanto, no meio do treinamento o Nate Aune (da Jazkarta / Plone4Artists) me pediu algumas informações e, vergonhosamente, o máximo que consegui foi soltar uns monossilábicos e depois digitar algumas coisas para ele no notebook. Acho que fiquei meio “travado” por vergonha de errar algo na frente de alguém que fala inglês nativamente mas, bem, isso só tornou as coisas piores. Preciso voltar a praticar essa bagaça.
Como disse antes, o pessoal da Weimar Consultoria (empresa em que trabalho) apresentou várias palestras e treinamentos na PyConBrasil. Algumas palestras foram do JS (acrônimo recursivo para João Sebastião de Oliveira Bueno Calligaris), as quais ele apresentou com o meu iBook. Lógico, não sem que Murphy se apresentasse. Na primeira palestra dele o iBook TRAVOU, me forçando a ir até o palco tentar consertar as coisas e só poder dizer “JS, f*deu” e desligar o notebook. Detalhe: isso não aconteceu em NENHUM dos testes para a palestra, e é a segunda vez na minha vida que vejo esse iBook travar. Murphy comanda. :-/
Foram várias palestras muito interessantes de vários gurus da comunidade, como Luciano Ramalho, Osvaldo Santana, Dorneles Treméa, Gustavo Niemeyer e muitas de pessoas que eu não conhecia e que foram *muito* legais. Uma palestra particularmente inspiradora foi a apresentação sobre Empreendedorismo do Dorneles Treméa (vulgo Déo); ele contou o começo da empresa que ele montou com Xiru (Fabiano Weimar, hoje meu chefe), Sidnei da Silva e outros caras, todas as dificuldades que eles tiveram, os pontos acertados e como ele vive hoje. Muito legal mesmo.
No fim das contas, não hesito em dizer que foi o melhor evento técnico do qual já participei, tanto pelo nível das palestras e palestrantes quanto pelas pessoas que lá estavam. A comunidade Python é melhor :-).
Publicado originalmente em 14/09/2007.
August 10th, 2008 — pt-br, python
Palestra apresentada por mim na III PyConBrasil, em Joinville/SC, no dia 30/08/2007.
Publicado originalmente em 31/08/2007.