Browsers gone wild!

Dois lançamentos recentes estão deixando o povo que ‘mexe com web’ agitado: o Mozilla Ubiquity e o Google Chrome.

Ubiquity

O Ubiquity é um ‘Quicksilver-do-Firefox’, uma ferramenta que permite que usuários manipulem diversas ferramentas web usando uma interface de texto simples. Por exemplo, clicando Ctrl+Space (para abrir a interface de comando) e digitando ‘map criciuma,brazil’ verá um google map mostrando a cidade onde eu moro. Essa é uma *excelente* ferramenta para agilizar o uso de diversas ferramentas da web - além do google maps do exemplo acima, na versão 0.1 do Ubiquity já existem comandos para fazer buscas na Amazon, no Flickr, definir termos, fazer cálculos e fazer muitas outras coisas.

Uma das coisas que eu mais achei interessante é a facilidade de manipular conteúdo; você pode, por exemplo, selecionar um texto qualquer em uma página, abrir o ubiquity e digitar ‘email this to fulano’ - isso irá abrir uma tela do gmail já com um email parcialmente preenchido para o ‘fulano’ (que deve estar nos seus contatos).

Chrome

O Chrome é o novo browser do google. É um browser que usa o engine Webkit para renderizar as páginas e um novo engine javascript (o v8), bem mais rápido que o dos browsers atuais. O Chrome foi pensado na web atual, não na web de tempos atrás: a web atual é uma plataforma de aplicações. GMail, GDocs, Basecamp, Twitter, Github, GReader, GCalendar, Facebook… parando pra pensar, eu praticamente não entro mais em ’sites’ - mesmo os blogs que leio são sempre via RSS.

O Chrome foi desenhado pensando nessa ‘nova web’: entre outras coisas, cada aba é um processo. Isso faz com que esse navegador seja mais seguro (uma aba não consegue acessar os dados das outras), mais rápido (uma aba lenta não afeta as outras) e trave menos (se uma aba travar, é só ela que vai travar). A interface é minimalista: a idéia é que o navegador seja ‘invisível’, que o usuário só preste atenção no conteúdo que está acessando.

Mas como assim p*rra? O Google e a Mozilla não tinham um ‘caso’?

Pois é. Como bem disse o Sidnei, o Chrome tem tudo pra ‘roubar’ usuários do Firefox. De qualquer forma, a bagaça é open source - se a Mozilla quiser pode ‘deitar e rolar’ com o código do Chrome - inclusive pode aproveitar e começar a usar a engine javascript do novo browser, que é bem mais rápida que a do Firefox.

Qro nstala n Linx comofas/

Perdeu, preibói. Por enquanto o Ubiquity só roda em Windows e Mac OS X, enquanto o Chrome só em Windows.

E vejam que beleza: migrei do OS X de volta pra Linux há menos de uma semana. O jeito é usar o VirtualBox.

*sigh*

4 comments ↓

#1 Andrews Medina on 09.03.08 at 1:17 am

Olá Dirceu,

o Ubiquity funciona no Firefox 3, tanto no Mac, Windows e no Linux também.

#2 dirceu on 09.03.08 at 9:09 am

Oi Andrews,

Sim, mas nem todos os recursos funcionam - eles mesmo dizem isso no post sobre o Ubiquity. Eu não consegui fazer a caixa de comandos aparecer, por exemplo - só consegui no Windows e no Mac.

#3 Diego Pereira on 09.03.08 at 10:35 am

Tio, eu quero o Chrome pra Mac :-(

Já me increvi lá no site do Chrome pra receber notícias quando for lançado pra Mac :D

#4 Fabiano Weimar dos Santos on 09.23.08 at 11:48 am

Tem um porte do Chrome para OSX baseado no Wine (http://www.codeweavers.com/services/ports/chromium/)

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